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[Sábado, Agosto 12, 2006]
PALAVRA PALAVRA
Outro dia, tinha eu tanta coisa para fazer que decidi parar.
Às vezes, quando se tem muita coisa para fazer, você decide, de um súbito, que precisa de um tempo para você, e foi isso o que aconteceu. A vida nos exige tanto e nós nos exigimos tanto que somadas as exigências, acabamos com um montante que, às vezes, é maior que a nossa própria altura. E aí decidimos parar.
Ao tomar essa decisão radical que, para alguns, pode figurar uma escapatória egoísta para os problemas da vida, me senti melhor. Não ter nada no que pensar, pode ser uma boa experiência num dia nublado. Sim, porque estava nublado. Deixei os livros de lado e iniciei uma viagem íntima para tentar descobrir alguma coisa sobre mim mesmo. Nesses momentos de fragilidade emocional, seja ela causada pelo que for, sinto que fico mais vulnerável, sendo assim mais fácil e tranqüila a viagem para dentro de mim.
Devo confessar que as conclusões não foram as mais inusitadas, entretanto, naquele momento, eu tinha o meu mundo pra mim: ele era meu, meu precioso tesouro! Só meu e eu podia rir dele. É bom rir das coisas que te sufocam. O mundo me sufoca: rira dele com prazer.
Quando nenhum pensamento ocupava minha mente e minha viagem íntima tinha me permitido chegar a um estado de, pelo menos, alguma calma, eu puxei um papel. Adoro escrever besteiras em momentos assim... As besteiras de um ser humano podem ser suas maiores criações, tudo depende da inspiração! Escrevi num papel, com a tinta quase-acabando do lápis grafitre, a palavra ¿palavra¿. Não, não serei maldoso a ponto de não explicar, ao curiosíssimo leitor, com detalhes a história toda: Na verdade, principiou com a letra ¿P¿, inicial do meu nome. Depois fiquei pensando eu palavras interessantes que começassem com p, como papibaquígrafo, poliglota, parênquima ou pistão. Cheguei a pensar até mesmo em palco, palestra, pai e pessoa. Depois, evolui meu campo semântico a uma patamar mais, digamos, espiritualizado encontrando paraíso, paisagem e padroado. Fixei-me inclusive em expressões de sons bizarros como papagaio, parábola e parnasiana...
Todavia, nenhuma delas me pareceu tão intrigante quanto a própria palavra ¿palavra¿. Se você for pensar, é bem feia, lembra lavra ou, até mesmo, larva e só possui como vogal o ¿a¿, o que a torna mais irritante ainda.
Inquieto com a tal palavra palavra, foi buscar na minha enciclopédia o significado dela. Não que não fosse óbvio, mas eu sou um artista, o que justifica tudo (afinal, artistas fazem o que sentem que é bom para eles naquele momento: e não esperem que eu vá discutir sobre se isso é bom ou não).
Voltando à palavra.
No dicionário, dentre as muitas explicações, achei essa ¿Grupo de caracteres ou de elementos binários considerados uma entidade¿. Ao ler, logo concluí que a pessoa que escreve dicionários, apesar de ser muito eficiente ¿ e paciente ¿, não deve ter sentimento artístisco!
Veja você mesmo... Tentou ofender a mim usando de expressões quase matemáticas (e, portanto, lógicas) para elucidar-me um conceito tão humano como a Palavra! Indignou-me! A palavra não pode ser apenas um ajuntamento de sons que produzem significado. Isso seria medíocre. Se fosse assim, esqueceríamos as peças de Shakespeare, os romances belíssimos de Machado de Assis e jogaríamos fora os poemas Camonianos! Ora essa!
Não acho que esteja sendo pretencioso ao achar que eu teria uma definição mais adequada para a tal palavra palavra... De fato o tal escritor não errou, mas reivindico o meu direito de criar a minha própria definição e concedo, a todos os artistas, a autorização de se apropriarem dela!
Palavra é o meio mágico, místico e sedutor que os seres humanos criaram para seu próprio uso. A palavra nos concedem poderes infindos: a palavra nos permite seduzir, ofender, criticar, contar histórias, disseminar idéias e, até mesmo, mudar o mundo. Sem a palavra definida dessa maneira, poderíamos nos considerar animais irracionais: produzidores mecânicos de sons institivos, sem arte, sem poesia e sem filosofia.
Por * O ARTEIRO * Sábado, Agosto 12, 2006
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[Sábado, Julho 15, 2006]
Essa crônica não tem nada a ver com cinema, embora um dia pudesse ser cena de um filme.
ENSAIO SOBRE O PRECONCEITO
Num dia desses, um como qualquer outro, voltava para casa vindo do ensaio do teatro. Estava bem feliz, eu. Teatro me deixa assim, feliz de um jeito como nunca fico fazendo qualquer outra coisa. Tanto que, após os ensaios, meu corpo fica mais leve. Sinto livrar-me, tirar das costas, o peso da vida. Os problemas parecem menores do que eu os costumo achar normalmente. Enfim, o leitor já deve ter entendido.
O fato é que a volta para casa, pela costumeira rua escura e fria, me causou, naquele dia, uma reflexão inusitada. Algo como eu nunca tinha sentido. A rua, aquela costumeira que citei na frase anterior, é cheia de subidas e descidas. Deserta a tal ponto que me deixava calmo: o silêncio tem o costume de me deixar calmo. Não que isso seja um fato importante para o tema central desta crônica, mas achei interessante que fosse bem ilustrada. Foi no fim da primeira grande descida que o incidente se deu.
Seis e dez da tarde. O sol estava ensaiando entrar por de trás do morro de favelas do lado do meu condomínio e as nuvens refletiam os últimos raios tímidos do astro-rei. Avermelhados. Os postes da rua já tinham sido acesos e minha sombra me acompanhava fielmente, poste a poste.
Pois bem. Passos atrás de mim, meio distantes, denunciaram a presença de uma pessoa que eu não tinha constatado. Diga-se de passagem, a rua costumeira, quase escura, não estava mais tão deserta assim. A mudança brusca na paisagem da rua veio, imediatamente, a afetar a minha felicidade, aquela de ter saído de um ensaio teatral, e a minha calma, que só existia devido ao silêncio da rua, quando era deserta.
Os passos eram constantes e comecei a ouvi-los cada vez mais intensamente. Aproximava-se. Não gostei e caí no abismo de uma dúvida mortal. Apertava o passou ou diminuia o ritmo. A primeira opção me pareceu mais prudente. Não, mais prudente não, mais desesperada. Sou um desesperado.
Intensifiquei os passos na esperança de que o ser que se aproximava fosse ficando para trás e para trás, até que o som de seus passos desaparecesse dos meus ouvidos e o silêncio voltasse a me trazer calma. O meu desespero, porém, não podia ser maior quando, ao intensificar o ritmo da caminhada, me dei conta que aquele que se aproximava também o fez. Olhei para trás por um milésimo de segundo, súbito. Era homem.
Porque parecia que o fato de ser homem piorava tanto as coisas? Não sei, mas piorava. Não sabia se era velho ou jovem, gordo ou magro. Mas tinha corpo de homem. Passei ao segundo plano, diminuindo as passadas. Esse era mais arriscado, mas eu tinha fé que, com os passos mais acelerados que os meus, o tal ia me ultrapassar e me deixar em paz. Talvez ele nem soubesse que estava me incomodando, mas não achei prudente perguntar.
Verifiquei que, pelo bem do meu coração ¿ que, a este ponto, já estava entrando em pânico ¿, o homem acelerava cada vez mais. Logo ele me passa, pensei. Nada. Ao ficar exatamente do meu lado ele voltou a desacelerar. O sol entrou o que me deixou ligeiramente irritado. Como o sol poderia ter me abandonado num momento crucial com aquele? Maldito Sol.
Mas então, agora sob o tímido domínio lunar, constatei que estava perdido: quaisquer que fossem os objetivos do sujeito, tinham a ver comigo. Egoísta? Talvez. Mas não tinha tempo para pensar sobre isso. O medo me dominava como nunca: eu estava face a face com o perigo. O homem estava perigosamente próximo de mim. Eu não tinha mais planos. Correr? Ridículo.
Entretanto a vida tem muito a nos ensinar. Com um só olhar que desviei ao homem, tomei uma pancada. Não dessas de doer e machucar, não. Dessas que a vida dá na gente e nos deixa piores do que se tivéssemos sido atingido por aquelas de doer e machucar. Olhei o homem. Era um senhor, de cinquenta ou sessenta, simpático, embora mal vestido. Ao reparar que eu o tinha fitado, ele sorriu largamente.
- Frio hoje, não?
Fiquei estático por um milésimo de segundo, todavia o milésimo foi mais que suficiente para que o sentimento de culpa me dominasse e ocupasse o lugar do medo. Preconceituoso!, acusei a mim mesmo. Eu me desesperara a toa. O senhor só devia querer companhia na rua deserta. Ele não devia gostar de ruas desertas, pensara.
Mas antes de ficar filosofando sobre qualquer coisa, tive de responder ao tal. Não podia deixar o homem sem resposta, seria demais depois do papel ridículo que assumi acusando-o de qualquer coisa ¿ ainda embora ele não soubesse disso.
- É. Muito.
A escuridão dominou tudo, mas eu fui mais feliz.
Por * O ARTEIRO * Sábado, Julho 15, 2006
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[Domingo, Junho 04, 2006]
A Luta pela Esperança (Cinderlla Man) ¿ avaliação: *** (3 e meio de 5)
- bem feito, mas existem falhas que são inerentes ao roteiro e ao elenco ¿
Russel Crowe e Reneé Zelweger (deve ser assim que se escreve esses nomes) são dois atores que eu simplesmente não gosto. Ele pela minha decepção com o Gladiador e ela por ter ameaçado destruir Chicago (sim, isso é uma piada). Além do mais, une-se aos dois o fofíssimo Paul Giamatti, que eu igualmente detesto principalmente pela participação em Sideways ¿ Entre Umas e Outras. E daí me perguntam: mas se vc detesto o elenco principal, porque a nota ¿3¿?
A resposta é bem simples. Nem sempre um mal elenco faz um mal filme e, cada um em seu papel, os três cumpriram bem suas funções (embora o ¿bem¿ seja questionável no caso de Reneé que teve uma personagem ¿ talvez pelas roupas - inspirada por Roxie Hart). O fato é, sem mais delongas, que a combinação até que funcinou para este filme, uma vez que a beleza do filme está em seu roteiro que fazia qualquer ator mediano cumprir seu papel.
Por outro lado, Cinderella Man é uma decepção já que apela para um melodrama americano sempre que remete a Grande Depressão de 30 com imagens repetitivas e cansativas. O filme só acerta quando vemos as cenas familiares e seus conflitos, porque nas cenas de Boxe ¿ que deveriam ser as mais emocionantes -, o espectador se lembra muito de Menina de Ouro o que ameniza o impacto dessas cenas. Talvez se o filme tivesse sido lançado antes do outro, o impacto teria sido melhor e maior.
O filme é bom. Acho que cumpre o papel a que se propôs, mas faltaram a ele um pouco de originalidade e eficiência na mensagem a ser transmitida. E infelizmente Crowe e Zelweger não conseguiram aproveitar os personagens para subir no meu conceito... Mas tudo bem... Eles bem que tentaram!
(Obs. Eu sei que esse último parágrafo é muito pretencioso da minha parte, mas dane-se. Hoje estpu a fim de criticar...)
Por * O ARTEIRO * Domingo, Junho 04, 2006
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Uma Vida Iluminada ¿ avaliação ****
- um bom filme: sensível, direto e bem produzido. -
Elijah Wood é um daqueles atores em formação do qual nunca se espera grandes coisas, mas em ¿Uma Vida Iluminada¿ o ator mostra que pode ter alguns momentos de inspiração, sim. O filme trata sobre as seqüelas psicológicas da Segunda Guerra e a busca de um garoto (Elijah) por objetos de seus antepassados que estiveram relacionados à Guerra. Uma história extremamente simples, mas que permitiu a construção de quatro personagens muito interessantes e, cuja direção, soube dar graça, sensibilidade e originalidade a um tema já tão recorrente como é a Segunda Guerra. O filme não é, porém, cheio de momentos de fortes emoções o que debilita um pouco a agilidade do mesmo, mas, em momento algum, o torna cansativo. Para aqueles que apreciam um filme de qualidade dramática, Uma Vida Iluminada é um prato cheio. Para os espectadores pop... Não percam seu tempo.
Obs. O mesmo tipo de sensibilidade e inteligência cinematográfica vista nesse filme, pode ser encontrada em ¿Peixe Grande¿ de Tim Burton. Quem gostou desse vai gostar do outro.
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Palavras de Amor ¿ avaliação: ***
- um bom Drama para tardes de dias chuvosos, nada mais -
Richard Gere pra mim funcionou bem em toda a sua carreira em um único papel: Billy Flin ¿ Chicago (e mesmo assim acho que outro ator podia tê-lo substituido). Desse modo eu assisto aos seus filmes já com um certo receio de não gostar e esse receio se confirmou mais uma vez em ¿Palavras de Amor¿. O filme é bonito e bem feito. Através da história de uma menina que é estimulada pelo pai a participar de um concurso de ¿soletrar¿, o filme narra os problemas de uma comum família americana. Com problemas particulares (que tem como único ponto em comum o pai - Gere) a história perde um pouco o seu sentido de existência e acaba se tornando um pouco cansativa pelo seu melodrama arrastado, embora o filme seja bem curto. Além disso o filme gera no espectador algumas curiosidades a respeito das personagens que não são explicadas e criam, no final, uma sensação de que o filme não foi acabado como deveria. Apesar disso é uma história bonitinha que funciona para acalmar o espírito numa tarde de um dia chuvoso. E só pra isso.
Por * O ARTEIRO * Domingo, Junho 04, 2006
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[Sábado, Junho 03, 2006]
O Código da Vinci, avaliação: ***
- Um filme regular: cumpre seu papel, mas sem nenhuma inspiração cinematográfica. -
Uns disseram que assistir ao filme era a pior experiência que já tinham tido, outros que o filme é horrível em todos os sentidos, outros ainda que o filme é um erro total da cinematografia. Puro exagero. Disseram isso, aqueles que consideram o livro de Dan Brown a Oitava Maravilha do Mundo e tinham expectativas infundadas a respeito do filme. O que também é puro exagero.
O livro não é nem de longe uma obra prima, porque apesar de constituir um romance policial interassantíssimo, é mal escrito, não tem poesia e é repleto de informações bagunçadas e mal pesquisadas. Não estou dizendo com isso que eu seja um católico fervoroso, pelo contrário, eu acredito que muito do que está no romance de Dan Brown pode ser verdade. Mas o bom leitor saberá até onde vai a História e onde começa a Fantasia. Embora não seja a discução sobre o livro - e sim sobre o filme - que me traz aqui, é importante deixar claro que as minhas espectativas a respeito do filme não eram enormes porque eu já encontrei falhas na linguagem original da história. Enfim, vamos ao filme.
Tom Hanks depara-se, desta vez, com o personagem mais chato de sua história. Não é culpa dele, já que Robert Langdom é um protagonista sem grandes pretenções dramáticas o que fez do personagem bem simples. Audrey Tautou, a responsável pelo papel de Sophie Neveu é que cometeu um erro: uma atriz sem grande expressão no mundo do cinema - como ela é -, porém que fosse inteligente, aproveitaria um personagem desses para tentar brilhar nas telas e, desse modo, ser contratada para muitos outros filmes. Não, ela não passou nem longe disso. A atuação dela tem tanto tempero quanto a de Hanks. Jean Reno, como sempre, faz o papel do policial com cara de mau e quanto a isso não há muito o que se comentar: ele faz o mesmo papel a três mil anos! Por outro lado Paul Bettany aproveita dessa super-comentada produção e faz uma brilhante aparição como Silas ¿ até porque o papel permitia isso, e, é claro, o adorável Ian McKellen se diverte em sua performance como Sir. Leight ¿ impecável como sempre!
O filme cumpre um papel interessante para aqueles que leram o livro: ilustra bem algumas imagens que as palavras não conseguiram construir com eficiência. É verdade que as cenas de ação não são muito inspiradas, como as perseguições em carros e as abordagens da polícia, mas também não tinha muito o que ser feito: o livro não é muito inspirado com relação a isso também. Quanto as adaptações, foram bem encaixadas: tiraram aquilo que não acrescentaria grande coisa à história e que não fizesse grande efeito como um dos críptex cuja senha era S-O-F-I-E. Para alguns foi um erro lamentável, mas a ausência dele não causou grande interferência no enredo da história.
Para aqueles que leram o livro e querem uma melhor ilustração das imagens, o filme funciona bem. Para aqueles que têm a espectativa de uma mega produção com atuações brilhantes e supresas cinematográficas, eu só posso desejar um ¿bom ataque de desespero¿ ao fim do filme.
Por * O ARTEIRO * Sábado, Junho 03, 2006
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[Segunda-feira, Maio 08, 2006]
De - Lovely - Vida e Amores de Cole Porter, avaliação: ***
A MGM me surpreendeu desta vez.
Definitivamente a minha visão de filme musical é bem diferente da que eu vi em De - Lovely, cine biografia do músico Cole Porter. Como eu, em minha vasta ignorância musical, nunca tinha visto falar em Cole Porter (embora já tivesse ouvido muitas músicas dele sem saber a autoria), eu não sei dar a minha opinião sobre o roteiro do filme. É só uma história bonita. No entanto como musical eu não gostei, exceto por um número ou outro. As músicas acabam por confundir-se com os shows apresentados pelo músico o que torna o filme, a certo ponto, uma experiência cansativa. Sobre a atuação... Bom, não há o que dizer... Simplesmente uma interpretação plástica que não revela mudanças do personagem e a um nível que qualquer ator poderia ter feito e sobre as músicas, boas. Mas só boas.
As Crônicas de Narnia - A Feiticeira, O Leão e o Guarda Roupa, avalição: *
A minha visão sobre filmes pode parecer um tanto quanto maniqueísta, mas não tem jeito: filmes feitos para criança tem uma forma e filmes feitos para o adulto tem outra, não oposta, mas diferente, e ponto. A minha primeira impressão ao ver o trailer de Crônicas de Narnia foi pensar: "Senhor dos Anéis para crianças", mas como eu estava enganado! Comparar esse último fantástico filme a porcaria visual vista em Narnia é um absurdo. Não sei como é o livro, não li e agora tenho menos vontade ainda de fazê-lo, mas o filme se estende por uma narrativa sem objetivo e em nenhum momento o espectador vibra de emoção, ou melhor, eu chorei por não acreditar que gastaram um único dólar para uma produção como esta. As atuações das crianças são tão falsas e exageradas como a dos adultos. Cada uma das cenas é tão forçada que o espectador não consegue nem imaginar que aquele mundo preso dentro de um velho guarda roupa possa ser verdade. Simplesmente, só vendo pra crer que ainda percam tempo com um filme como esse: os adultos dormem na sessão, as crianças não entendem nada (e as que entendem não vêem a mínima graça) e os adolescentes mudam de sala (procurando, com alguma esperança, trocar seu ingresso por qualquer outra coisa).
Por * O ARTEIRO * Segunda-feira, Maio 08, 2006
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[Sexta-feira, Abril 21, 2006]
ÚLTIMOS FILMES VISTOS:
(Filmes classificados segundo o seguinte sistema: 5 estrelas para filmes ótimos, 4 para filmes muito bons, 3 para filmes bons, 2 para filmes regulares, 1 para filmes ruins e 0 para filmes que não deveriam ter sido feitos!)
CASA DE AREIA - * * * * *
Fernanda Montenegro brilha mais uma vez nesse filme que é a expressão máxima de uma poesia que eu chamo de "seca". É a poesia pela beleza no seu sentido, sem grandes rebuscamentos visuais. Casa de areia é um filme tocante que, em momento algum, pende para o melodrama visto em 2 filhos de francisco. Um filme extremamente bem feito que faz o espectador brasileiro orgulhar-se e ter esperanças para com o cinema nacional. Um filme inteligente que não tem o objetivo de entreter ou divertir, mas de tocar e fazer refletir. Hiper recomendado!
CRASH, NO LIMITE - * * * *
Deixando de lado a "mágoa" que tenho em relação a esse filme, eu digo que achei um filme muito bom, mas não passa disso. Muitos personagens, muitas histórias interessantes que se ligam por uma narrativa um pouco cansativa, mas não menos interessante. Aqui, o pré conceito etnico-cultural é explorado belamente, mas em nenhum momento se dá por um roteiro brilhantemente criativo. A narração se torna bela por mostrar personagens interessantes em momentos de conflito que exigiam dos atores o máximo de si (até sandra bulock se superou, mesmo que não tenha conseguido chegar aos pés de qualquer boa atriz!). Enfim, um filme interessante que eu recomendo, embora não ache que seja digno de um oscar de Melhor Filme.
O NOVO MUNDO - * * * *
Eu não nego que sou fascinado pelo desenho "Pocahontas" da Disney e que isso tenha ajudado positivamente para a minha avaliação desse filme, mas o fato é que trata-se de um filme muito belo. Sem muitos diálogos, O Novo Mundo traz para o espectador uma poesia belíssima que discute "o valor do amor". Apesar do tema não ser absolutamente original, a forma como é composto faz novamente o espectador refletir sobre isso sobre uma óptica diferente da de outros filmes... O Novo Mundo, além de tudo, ainda traz uma fotografia muito boa que acompanha uma impecável trilha sonora. Filme altamente recomendável, apesar de ser um pouco cansativo para aqueles que entram no cinema atrás de aventura e ação.
Grande Abraço!!
Por * O ARTEIRO * Sexta-feira, Abril 21, 2006
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[Sábado, Março 25, 2006]
MUSICAL, MUSICAL, MUSICAL!!!!!!!!!!!!!!
2 coisas... Em primeiro lugar e mais importante: Quem substituirá O Fantasma da Ópera no Teatro Abril, CATS ou o Rei Leão? A minha torcida é pra que seja o Rei Leão, porque CATs eu já tenho e já vi, se bem que eu acho que Rei Leão podia esperar eu me formar pra ir pro teatro >__<... Mas tudo bem... Outra coisa.. Encontrei uma lista dos Melhores Musicais da vida de um crítico de cinema e econtrei:
* "Rua 42" (1933)
* "O Mágico de Oz" (1939)
* "Cantando na Chuva" (1951)
* "Sinfonia de Paris" (1951)
* "O Rei e Eu" (1956)
* "West Side Story" (1961)
* "Mary Poppins" (1964)
* "My Fair Lady" (1964)
* "Os Guarda-Chuvas do Amor" (1964)
* "A Noviça Rebelde" (1965)
* "Duas Garotas Românticas" (1966)
* "Camelot" (1967)
* "Funny Girl - A Garota Genial" (1968)
* "Oliver!" (1968)
* "Sweet Charity" (1969)
* "Um Violinista no Telhado" (1971)
* "Godspell - A Esperança" (1973)
" *Jesus Cristo Superstar" (1973)
* "Rocky Horror Picture Show" (1975)
* "Fama" (1980)
* "Victor ou Victoria?" (1982)
* "A Pequena Loja dos Horrores" (1986)
* "Evita" (1997)
* "Moulin Rouge - Amor em Vermelho"(2001)
* "Chicago" (2003)
* "O Fantasma da Ópera" (2004)
Fiquei feliz porque dessa lista eu já vi 8... O que me alivia um pouco... Bom, grande abraço pra todos!
Por * O ARTEIRO * Sábado, Março 25, 2006
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[Sábado, Março 18, 2006]
PARADISE NOW - simplesmente imperdível
A câmera vai apoximando, aproximando, aproximando e então... O filme acaba! Você daria sua vida por um ideal? É essa a idéia discutida pelo filme palestino Paradise Now que, nesse ano, concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro merecidamente e perdeu para o Sul-Africano Totsi, que eu ainda preciso ver! De um jeito ou de outro, Paradise merecia o Oscar principalmente por ser um filme belamente metalinguístico: são palestinos discutindo os seus próprios valores e fazendo disso uma problemática ética que, para nós do Ocidente, pode ser uma grand elição de vida. Até porque o filme nos ajuda a entender o porquê da existência do terrorismo e que leva a pessoas de bem a "destruirem" suas vidas em explosões. Que não ia ganhar o Oscar, bom, isso é óbvio... Até porque eu acho mais fácil que os velhacos da Academia se vistam de Cowboys e dançem "Like a Virgin!" que um filme Palestino, ganhar um prêmio Americano Conservador como o Oscar. Por enquanto é só, se você não assistiu Paradise Now, esqueça! Ele saiu do circuito paulista na quinta feira passada, então vai ter que esperar pra ver na locadora mesmo.
Grande Abraço,
Pedro Braga
Por * O ARTEIRO * Sábado, Março 18, 2006
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[Terça-feira, Março 07, 2006]
Paradoxo: Ninguém mais sabe ser tão competentemente incompetente que a Academia!
Forrest Gump, Coração Valente, O Paciente inglês, Titanic, Shakespeare Apaixonado, Beleza Americana, Gladiador, Uma Mente Brilhante, Chicago, O Senhor dos Anéis e Menina de Ouro. É só analizar os vencedores dos últimos dez anos para descobrirmos que o Oscar tem seus altos e baixos, mas sempre com uma mentalidade pequena e conservadora (o que, aliás, pode ser considerada uma redundância). O Oscar é completamente injusto, me perguntam? Não! Chicaho, Forrest Gump, O Paciente Inglês, Menina de Ouro, Titanic e Beleza Americana são digníssimos dos seus prêmios e pode-se incluir aí, até mesmo, Uma Mente Brilhante - apesar da péssima escolha de Russel Crowe. Mas quando o Oscar pede um atestado de incompetência, ele consegue um bordado a ouro com estrelinhas de diamantes! Realmente a vitória de Crash é deprimente se o compararmos à produções como Brokeback ou Match Point, mas ao analizar alguns dos últimos ganhadores do Oscar fica nitído que a vitória de Crash não deveria ser nenhuma surpresa, pois repito: Quando a academia quer baixar o nível e ser incompetência, ela o faz com perfeição!
Por * O ARTEIRO * Terça-feira, Março 07, 2006
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[Segunda-feira, Março 06, 2006]
A academia e suas carcaças velhas... Quando será que elas morrem de vez?
Sobre o Premio de Melhor Filme
Sim, eu estava torcendo por Brokeback Mountain, mas sempre soube que a academia é retardada (e isso não é um chingamento! é "retardada" no sentido de não ser adiantada) quanto a tudo então mesmo que tivesse dito que era "favorito" eu sabia que as chances de brokeback eram pequenas. Mas Crash é simplesmente o pior filme dos cinco indicados! Aliás, ele nem deveria estar na lista! No lugar dele deveria estar Match Point que é incomparavelmente melhor... Se qualquer um dos filmes ganhasse eu ficaria satisfeito, menos Crash! Boa Noite e Boa Sorte poderia ganhar porque é um filme simples, simpático, direto e revelaria na academia um espírito crítico interessante! Capote mereceria a estatueta só pelo roteiro e as atuações de Catherine e Philip (não sei se é assim que escreve). Munique merece o Oscar pela temática interessante que aborda um tema antigo sob uma nova temática e revelaria na Academia um sério comprometimento com o seu trabalho. Match Point mereceria o Oscar por ter o melhor roteiro original dos últimos anos e com atuações impecáveis - alguns filmes já ganharam um Oscar por muito menos que isso! E Brokeback, além das razões óbvias, mereceu porque revelaria na academia um espírito inovador, inteligente, sensato e moderno! Agora Crash revelou o que? Na minha opinião revelou que a academia vota da mesma maneira que voltava a 20 oscars atrás e isso é um sério problema! Bom, seu eu falei muito besteira, podem me criticar, mas fazer o que? Opinião é opinião.
Sobre o resto da premiação
De resto correu tudo bem, eu acho. Minha única tristeza foi ter visto que, como era previsto, Wallace e Gromit - A Batalha dos Vegetais ganhou por puro favoritismo, quando o oriental O Castelo Animado e o magnífico A Noiva Cadáver eram bem superiores aos primeiros. Devo confessar que Memórias de uma Gueisha mereceu os três oscars que ganhou já que eram prêmios técnicos (Figurino, Direção de Arte e Fotografia), afinal o roteiro tinha muitas falhas imperdoáveis! Brokeback ficou também com três merecidíssimas estatuetas, principalmente a de Melhor Diretor para o Ang Lee que, de agora em diante, é o meu ídolo! E por fim, não posso me esquecer de parabenizar George Clooney por ter faturado o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante - merecido, uma vez que ele concorreu a 3 estatuetas e tinha que levar 1 pra casa, e não posso me esquecer de parabenizar Rachel Weiz por ter ganho o Oscar em O Jardineiro Fiel - lembrando que uma casquinha daquela estatueta é do Fernando Meireles que a dirigiu, fazendo nós, os brasileiros, sentirmos um resquício do glamour da vitória!
Fico por aqui, grande abraço
Pedro Braga
Por * O ARTEIRO * Segunda-feira, Março 06, 2006
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[Sábado, Março 04, 2006]
Hoje fui ao cinema da paulista com meus amigos a fim de assistir um filme que estivesse concorrendo ao Oscar, porque, apesar de tudo, não quero estar tão desatualizado na cerimônia de amanhã. Minhas opções eram Good Night and Good Luck e Uma Mulher Contra Hitler, mas por uma questão meramente de horário eu fui assistir o segundo. Como faz tempo que eu não escrevo críticas, aí vai...
UMA MULHER CONTRA HITLER
m bom
O que dizer de um filme tão atípico? Não sei. Posso dizer que eu gostei bastante do filme por alguns aspectos em especial e acho que foi realmente válida a indicação para Melhor Filme Estrangeiro. No entanto não posso dizer se ele merece o prêmio uma vez que eu ainda não assisti Totsi (o sul-africano que é preferido) nem Paradise Now (o palestino que é forte concorrente).
Quanto a atuação eu acho que foi boa. Uma atuação bem adequada ao filme que não extrapola nem deixa a desejar, mas o que me chamou atenção no filme foi a simplicidade com que foi feito. O filme mostra de maneira fria, direta e simples o episódio de uma mulher que "ousou" levantar a voz contra Hitler. O filme é bem curtinho, não tem efeitos especiais de guerra, modo de filmagem simples e roteiro linear e bem elaborado. É o tipo de filme cult bem feito, com um detalhe importante: por não ser pretencioso, o roteiro não deixa a desejar. O roteiro é bom, bem elaborado e com uma história bem amarrada que, em alguns momentos, surpreende com jogos de luz interessantes revelando-se belo visualmente.
Porém, não é o tipo de filme que se assiste no cinema, porque não tem nada de explendoroso... Eu diria que é um daqueles filmes que você ouve falar que é bom, vai na locadora e aluga pra ver numa tarde chuvosa e tranquila. Além disso, a trilha sonora é fantástica... Acho que não há muito mais o que dizer...
Grande abraço
Por * O ARTEIRO * Sábado, Março 04, 2006
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[Quarta-feira, Março 01, 2006]
EU AINDA PRECISO VER TANTA COISA....
Bom... Esses dias, olhando no arquivo do site CINEMA EM CENA, eu me deparei com o seguinte texto. É um cara que fez uma lista em ordem cronológica dos 100 melhores filmes da vida dele... Percebi que de toda a lista, eu só assisti um filme e meio... O link para a reportagem dele é o seguinte: http://www.cinemaemcena.com.br/variedades_textos.asp?cod=188
Leiam e depois comentem por favor!
PS. O LINK EH DO MARAVILHOSO SITE CINEMA EM CENA!
Por * O ARTEIRO * Quarta-feira, Março 01, 2006
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[Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006]
Bom gente, enquanto a premiação do OSCAR não chega, abaixo vai a relação dos vencedores dos principais prêmios do BAFTA, o conhecido "oscar britânico" e, para a minha torcida, Brokeback Mountain ganhou 4 premios (sendo um deles, o principal).
BAFTA: O OSCAR BRITÂNICO
**principais premiações**
Melhor Filme: O Segredo de Brokeback Mountain
Melhor Diretor/Produtor ou Roteirista Britânico: Joe Wright ¿ diretor de Orgulho e Preconceito
Melhor Direção: O Segredo de Brokeback Mountain - Ang Lee
Melhor Roteiro Original: Crash - No Limite - Paul Haggis e Bobby Moresco
Melhor Roteiro Adaptado: O Segredo de Brokeback Mountain - Larry McMurtry e Diana Ossana
Melhor Filme Estrangeiro: De Tanto Bater, Meu Coração Parou (França)
Melhor Ator : Philip Seymour Hoffman, Capote
Melhor Atriz: Reese Witherspoon, Johnny & June
Melhor Ator Coadjuvante: Jake Gyllenhaal, O Segredo de Brokeback Mountain
Melhor Atriz Coadjuvante: Thandie Newton, Crash - No Limite
Melhor Música: Memórias de uma Gueixa - John Williams
Melhor Fotografia: Memórias de uma Gueixa - Dion Beebe
Melhor Edição: O Jardineiro Fiel - Claire Simpson
Melhor Design de Produção: Harry Potter e o Cálice de Fogo - Stuart Craig
Melhor Figurino: Memórias de uma Gueixa - Colleen Atwood
Melhor Som: Johnny & June (Walk the Line)
Melhores Efeitos Visuais: King Kong
Melhor Maquiagem: As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa
Por * O ARTEIRO * Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006
Comments:
[Domingo, Fevereiro 19, 2006]
OSCAR 2006!
Relacionados abaixo estão as categorias do Oscar seguidos pelos PROVAVEIS VENCEDORES de cada uma delas em 2006. Essas probabilidades são as opiniões de vários criticos de cinema.
FILME
* O Segredo de Brokeback Moutain
DIRETOR
* Ang Lee, O Segredo de Brokeback Moutain
ATOR
* Heath Ledger, O Segredo de Brokeback Moutain ou
* Philip Seymour Hoffman, A Luta pela Esperança
ATRIZ
* Reese Whiterspoon, Johnny e June
ATOR COADJUVANTE
* Paul Giamatti, A Luta pela Esperança
ATRIZ COADJUVANTE
* Rachel Weisz, O Jardineiro Fiel
ROTEIRO ORIGINAL
* Crash ¿ No Limite
ROTEIRO ADAPTADO
* O Segredo de Brokeback Moutain
FOTOGRAFIA
* Boa Noite e Boa Sorte.
DIREÇÃO DE ARTE
* Memórias de uma Gueixa.
MONTAGEM
* O Segredo de Brokeback Moutain
FIGURINO
* Memórias de uma Gueixa.
MAQUIAGEM
* As Crônicas de Nárnia.
TRILHA SONORA
* O Segredo de Brokeback Mountain.
CANÇÃO ORIGINAL
* Crash ¿ No Limite
SOM
* Guerra dos Mundos
EDIÇÃO DE SOM
* King Kong
EFEITOS VISUAIS
* King Kong
FILME ESTRANGEIRO
* Tsotsi ¿ Africa do Sul ou
* Paradise Now - Palestina
ANIMAÇÃO
* Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais
DOCUMENTÁRIO
* A Marcha dos Pingüins.
Obs. Se os críticos estiverem certos, o nosso queridíssimo Brokeback Mountain ganhará 6 das 8 estatuetas a que está concorrendo (perdendo somente para ator e atriz coadjuvantes). Vamos torcer!! (até porque se Spielberg ganhar alguma coisa eu vou ficar muito bravo)
Por * O ARTEIRO * Domingo, Fevereiro 19, 2006
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